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O termo desenvolvimento sustentável surgiu no final da década de 1980, como um novo paradigma a nortear as políticas de meio ambiente de longo prazo.

Por meio dele é possível empreender medidas capazes de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as futuras. Em outras palavras: impedir o esgotamento de recursos da natureza.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas, para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental. Mas como alcança-los? Em Bertioga, encontra-se um exemplo acabado de simbiose perfeita entre natureza e urbanismo: a Riviera de São Lourenço, na qual o planejamento foi a mola propulsora para alcançar essa harmonia entre homem e meio ambiente.

Foto: Arquivo JCN

Aclamada internacionalmente como modelo desenvolvimentista, a Riviera impressiona tanto por suas dimensões, quanto pelo alto padrão de seus empreendimentos. No entanto, seu maior mérito deve-se às questões ambientais. Além de autônomo na captação de tratamento de água e esgoto, o empreendimento mantém projetos de coleta, triagem e venda de recicláveis, num total de 12 toneladas/mês; coleta e destino de pilhas usadas; viveiro de mudas, onde já foram produzidas mais de 100 mil mudas; programa de Educação Ambiental desenvolvido há mais de 11anos nas escolas de Bertioga, objetivo de formar cidadãos conscientes de sua atuação na sociedade com o e uma entidade que promove cursos de formação e qualificação profissional para a comunidade.

Sinônimo de ousadia

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O mais completo e ousado plano urbanístico do Brasil, primeira no mundo a Conquistar a certificação do ISO 14001, começou planejado em a ser 1978, quando Bertioga era, ainda, um grande sítio recoberto de matas inexploradas e com acesso precário. O megaempreendimento surgiu da sociedade entre a empresa Sobloco Construtora S/A e os proprietários de terra Praias Paulistas S.A e Fazenda Acaraú, donos da gleba de 9 milhões de m2 na Praia de São Lourenço.

Em 1979 teve início a construção do empreendimento: materiais e funcionários levavam horas para chegar até o canteiro de obras, seguindo por terra e pelas areias das praias depois de atravessarem a balsa Santos/Guarujá.

A construção da Mogi-Bertioga, em 1982, e as inaugurações da Rodovia Rio-Santos e da ponte sobre o Rio Itapanhaú, em 1985, possibilitaram mais agilidade no desenvolvimento do projeto. Mas, de início, o sonho de construir o futuro não recebeu muito crédito. E para conquistar investidores foram precisos mecanismos criativos, como prazos para construir em 1.200 dias e abatimento de 40% nos preços dos lotes. Quem apostou no sucesso do empreendimento não se arrependeu.

Aos empreendedores e executores do projeto fica o mérito pela alteração da concepção urbanística de Bertioga, com a valorização dos imóveis da região, além do reconhecimento internacional por criar um modelo de desenvolvimento sustentável, no qual a infraestrutura, com respeito ao meio ambiente, está sempre à frente da ocupação.

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E como a diretoria da Sobloco Construtora enxerga o futuro de Bertioga? Em poucas palavras, o ponto de vista destes visionários que, já em 1979, acreditaram no potencial da cidade:

Costa Norte - Depois de mais de 25 anos de investimentos em Bertioga, como a Sobloco Construtora vê o potencial de desenvolvimento da cidade para os próximos anos?

Sobloco - Muito bem, pois Bertioga tem tudo para se tornar um grande destino turístico, de nível internacional. Sua proximidade com a capital e sua natureza exuberante, conferem à cidade grandes atrativos para investimentos. Por outro lado, o município tem o desafio de compatibilizar o seu crescimento com todo o respeito às questões ambientais.

Valeu a pena enfrentar tantos desafios para criar a Riviera?

Com certeza. E claro que, há 28 anos, não imaginávamos todos os desafios que estariam por vir, mas hoje, quando olhamos para ela, percebemos o quanto aprendemos e nos aperfeiçoamos na construção deste enorme bairro. A Riviera tornou-se um modelo de ocupação e uma referência para outros empreendimentos. Ganhamos uma série de prêmios, como consequência de um trabalho sério e responsável. Conquistamos a Certificação ISO 14001 – a primeira concedida a um projeto de Desenvolvimento Urbano em todo o mundo e, colaboramos para um crescimento ordenado, para a criação de milhares de empregos, para geração de renda de muitas famílias, para o aprendizado de tantos cidadãos.

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Ainda falta muito para se concluir a Riviera?

A Riviera tem hoje cerca de 65% de sua área urbanizada. A Zona Turística, destinada a prédios, que corresponde à região mais adensada do empreendimento, já está praticamente toda implantada. Assim, o restante a ser realizado na Riviera destina-se basicamente a residências unifamiliares, o complexo da marina e equipamentos comerciais e de serviços.

Do projeto inicial constam a construção de uma marina, um hotel e casas mais simples, na faixa próxima à Rodovia Rio-Santos. Como isso está sendo encaminhado?

O projeto do hotel está em fase final, estamos analisando parceiros investidores. O projeto da marina está sendo detalhado para ser uma das marinas mais modernas do Brasil. A zona mista, próxima à Rio Santos, está sendo ocupada aos poucos, conforme previsto no plano. E uma zona destinada a residências e também a comércios e serviços. Inauguramos no ano passado o supermercado, que foi um grande sucesso. Estamos trabalhando para criar no entorno um novo centro comercial e de serviços.

Como empresa de planejamento, o que a Sobloco acredita que falta para Bertioga alcançar o pleno desenvolvimento sustentável?

A condição fundamental para que o desenvolvimento possa ser sustentável, segundo definição da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Nosso futuro comum - 1987), é assegurar a satisfação das necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras para satisfazer as próprias.

Bertioga é um município premiado por uma natureza maravilhosa. Preservá-la para as gerações futuras, portanto, é um dever e uma grande responsabilidade. Todo o planejamento deve ser feito nesse sentido.

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No entanto, uma política absolutamente preservacionista não aponta para o desenvolvimento. Desenvolvimento é a melhora do nível do bem-estar das pessoas. Elevar os padrões de vida, melhorar a educação, a saúde e a igualdade de oportunidades são fundamentais para o desenvolvimento.

A chave do desenvolvimento sustentável não é produzir menos, mas atender a equação do crescimento econômico com a conservação e preservação do meio ambiente. Essa conscientização deve chegar a todos.

Investir na educação ambiental, prover a cidade de todos os requisitos para a manutenção de suas riquezas naturais - saneamento básico, água e esgoto -, criar programas de redução de consumo e de gestão de resíduos, são algumas das frentes de trabalho.


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