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Bolsonaro isola partidos

Partidos de centro-direita ficaram equidistantes dos dois presidenciáveis, liberando seus seguidores a votar como bem entenderem

19 de outubro de 2018 Última atualização: 13:29
Por Claudio Coletti

Nas tomadas de posições das forças políticas que participaram do primeiro turno da campanha eleitoral, os partidos de esquerda- PDT, PSB, PCdoB e Psol- optaram por engrossar a chapa do PT- Fernando Haddad e Emanuela D’Aliva. Já os partidos de centro-direita- PSDB, MDB, DEM, PP, PSD, PTB- os maiores derrotados no primeiro turno, decidiram ficar equidistantes dos dois presidenciáveis, liberando seus seguidores a votar como bem entenderem.

Bolsonaro se apegou a essa liberação, partindo para estratégia de conversar diretamente com os eleitores liberados. Nada de Bolsonaro aparecer em fotos com caciques derrotados, isso para evitar que aconteça a tradicional política do “toma lá, dá cá”. O candidato do PSL foi mais longe: passou a dar mais importância aos contatos com lideranças das chamadas Frentes Parlamentares, como as da agricultura, da bala, da educação, isolando os tradicionais dirigentes da política, que só pensam em levar vantagens, bondades governamentais, e nomeações de cabos eleitorais.

Para os ministérios que, dos 29, serão reduzidos para 15, Bolsonaro deverá nomear pessoas competentes sem indicação de políticos. Bolsonaro já anunciou que, se de fato for eleito, o economista Paulo Guedes vai comandar a economia, o deputado gaúcho Onys Lorenzoni (DEM),  a chefia da Casa Civil, e o general Augusto Heleno,  ministro da Defesa. Ele foi o chefe da Missão de Paz da ONU no Haiti e comandante militar da Região da Amazônia. O Ministério da Agricultura, que deverá se juntar com o Ministério do Meio Ambiente, deverá ser comandado por alguém indicado, em comum acordo, pelas entidades que compõem o setor agro-pecuário-ambientalista.

Bolsonaro anunciou, também, mirando o setor do Nordeste, o único onde perdeu a eleição, que vai estender o 13° salário aos que se beneficiam com a Bolsa Família. Essa despesa adicional será coberta pelos cortes que serão feitos dos militantes do PT e indicações políticas sem direito a Bolsa Família.

Bolsonaro vai reduzir em muito sua presença em debates com Fernando Haddad. Uma  das alegações é impedimento médico devido às facadas que recebeu em Juiz de Fora. Bolsonaro não vê razoes para dar importância aos debates com Haddad, “um poste inventado por Lula, que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro”. Dialogar com Haddad, seria dar importância a um chefe de quadrilha.

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