Fornecer um imóvel como garantia de pagamento é uma boa opção? | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Existem vantagens e riscos ao utilizar um imóvel como garantir de pagamento.
Existem vantagens e riscos ao utilizar um imóvel como garantir de pagamento. Foto: Banco de imagem

Fornecer um imóvel como garantia de pagamento é uma boa opção?

Com juros mais baixos e um tempo maior para pagar o empréstimo, opção é uma alternativa segura para quem precisa de dinheiro rápido.

18 de outubro de 2019 Última atualização: 16:53
Por Henrique Gear SEO

Quem está precisando de uma linha de crédito de forma rápida em momentos importantes pode resolver esse problema recorrendo ao refinanciamento de imóvel. Confiável, essa alternativa permite que as pessoas utilizem o dinheiro liberado para pagar dívidas ou fazer investimentos.


A opção ainda é pouca explorada no Brasil, e consiste em um banco fornecer um empréstimo à pessoa, recebendo como garantia algum bem, como imóveis ou veículos. Essa opção tem ajudado muita gente a sair do aperto e reorganizar as finanças domésticas.


Nesse acordo, o banco passa a deter a posse do bem, até que o refinanciamento seja abatido pela pessoa. Uma vantagem dessa opção é que o dinheiro pode ser utilizado de maneira livre, sem haver a necessidade de explicar seu uso para o banco. Porém, caso a dívida não seja acertada, existe o risco do banco confiscar o bem.

Quem pode fazer?

Algumas exigências devem ser cumpridas por aqueles interessados em fazer um refinanciamento. O bem oferecido como garantia deve estar no nome da pessoa e totalmente quitado. É preciso, também, que não haja restrições ao CPF do cliente como no serviço de proteção ao crédito (SPC), essa exigência é uma forma de assegurar que não se trata de um inadimplente.


A pessoa também deve comprovar que sua renda mensal é o suficiente para pagar as parcelas estabelecidas pelo banco. Esses requisitos são avaliados pelo financiador antes da autorização do empréstimo. Contudo, existem situações em que o empréstimo é concedido mesmo com alguma restrição ao nome, devido à garantia oferecida.


Existem situações, também, em que o empréstimo pode ser concedido mesmo sem que o bem oferecido esteja totalmente quitado. Nesses casos, é preciso que a maioria das parcelas do imóvel ou do veículo já estejam quitadas. Isso porque o novo financiamento não pode cobrir 100% do valor do bem.


Alguns documentos são solicitados na hora do selar o refinanciamento. O interessado deve levar RG, CPF, comprovante de residência, de estado civil e de renda, além da matrícula do imóvel. Pessoas casadas precisam levar a assinatura e os documentos do cônjuge.

Como comprovar a renda?

A pessoa deve apresentar sua renda para que o banco aprove o empréstimo. Em casos como esse, o interessado não pode utilizar a conta poupança como uma forma de comprovação de renda.


Mais documentos são exigidos pelo banco nos casos de empresários. Eles devem fornecer extratos da conta corrente, tanto da pessoa física quanto da jurídica, além do faturamento e imposto de renda da empresa.

Vantagens e riscos

Garantir um imóvel como forma de pagamento tem algumas vantagens, mas o sujeito também deve estar ciente que corre alguns riscos ao fazer esse negócio. 


Um dos grandes trunfos do refinanciamento é que é possível conseguir empréstimo de valores mais altos, ao mesmo tempo que os juros são mais baixos que o empréstimo pessoal. Também é possível negociar um tempo mais longo para pagar, já que o banco tem uma maior garantia do pagamento.


Por outro lado, antes de concretizar o acordo, a pessoa precisa estar ciente dos riscos desse tipo de negócio. Se o empréstimo não for quitado, o banco pode tomar o bem e levá-lo a leilão. Portanto, caso tenha dificuldades em pagar as parcelas, vá ao banco e discuta possibilidades para diminuir os juros ou aumentar o prazo para pagamento.


Para evitar esse tipo de problema, uma questão crucial envolvendo esse assunto é analisar bem quando fazê-lo, já que ele é útil e vantajoso em algumas situações como nos casos de utilização do dinheiro no abatimento de dívidas mais caras. Isso é bom, pois a pessoa troca uma dívida mais cara e com juros maiores por uma mais fácil de pagar.


Se o cliente estiver fazer uma reforma ou ampliação em seu imóvel, esse tipo de empréstimo também é vantajoso. Sobretudo porque existem vários casos em que as reformas são inesperadas e emergenciais. Assim, o dinheiro do empréstimo consegue cobrir todos esses gastos de uma só vez.


O dinheiro também pode ser usado para impulsionar o seu próprio negócio. Ele permite que a pessoa tenha acesso a um capital de giro que pode ser aplicado rapidamente, iniciando um novo empreendimento ou ampliando um já estabelecido.


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