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5 perguntas para se fazer antes de colocar o DIU
Foto: Reprodução/Internet

5 perguntas para se fazer antes de colocar o DIU

O DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes que existem

26 de maio de 2020 Última atualização: 15:38
Por Henrique Gear SEO

O DIU é um dispositivo intrauterino utilizado como método contraceptivo. Ele possui um dos menores índices de falha dentre as opções existentes. Por extinguir a necessidade de pílulas anticoncepcionais diárias, ele contribui positivamente para a saúde sexual e reprodutiva da mulher. 


Ele é composto por uma haste pequena, geralmente, em formato de Y ou T, que é inserida dentro do útero. Por estar se tornando cada vez popular entre as brasileiras, há muitas dúvidas sobre o dispositivo. A seguir, confira as 5 principais perguntas e suas respectivas respostas acerca da colocação do DIU.

  1. Quais são os tipos de DIU?

Nos dias de hoje, há três tipos de DIU: hormonal (Mirena), cobre e prata. Suas diferenças não se limitam ao seu material de composição e se estendem ao funcionamento. Cada um deles se adapta mais a um perfil específico de mulher. 

Hormonal (Mirena ou SIU)

Também chamado de SIU e de Mirena, o DIU hormonal possui uma haste que contém o hormônio progesterona em sua composição, além de criar reações inflamatórias no útero. 


Esse hormônio é liberado gradativamente no decorrer de sua utilização e somente uma pequena parte é absorvida pela corrente sanguínea. Entretanto, de forma geral, a atuação do dispositivo é semelhante a do DIU de cobre — ocasionando mudanças no útero que impedem a concepção.


Ademais, duas entre três mulheres que utilizam o DIU de Mirena têm sua menstruação bloqueada. Portanto, esse é considerado como um efeito colateral do dispositivo.


Por outro lado, as chances de gravidez com esse método contraceptivo são de 0,2%. Ademais, ele é recomendado como tratamento nos casos de adenomiose, endometriose e mioma uterino.

Cobre

A haste do DIU de cobre é composta pelo mesmo metal que o nomeia. No decorrer do seu funcionamento, ele libera quantidades mínimas do elemento no útero. Ao longo de sua utilização, ele causa modificações na motilidade das trompas, no endométrio, tecido que envolve o órgão internamente, e no muco.


Assim, uma reação inflamatória, que não prejudica o corpo, ocorre. Ela transforma a região, tornando-a avessa ao espermatozoide e, consequentemente, evita a gravidez. 


As chances de engravidar fazendo uso do DIU de cobre são de 0,7% e ele permanece no corpo pelo período de até 10 anos. Em relação aos efeitos colaterais, o mais recorrente é a intensificação do fluxo menstrual.

Prata

O DIU de prata é mais moderno, porém menos conhecido. Ele une cobre e prata em sua formação e possui formato de Y. O efeito produzido no útero é o mesmo dos outros tipos: ele impede que os espermatozoides fecundem os óvulos. 


A grande diferença que ele possui é que o adicional de prata ameniza o aumento do fluxo menstrual e as cólicas, se comparado com o DIU de cobre. Também reduz as chances da haste de cobre oxidar dentro do organismo, tornando o dispositivo mais eficiente. Ademais, sua duração é de até 5 anos.

  1. Como é feita a colocação?

O DIU só pode ser colocado por um ginecologista. Antes da inserção do aparelho, são pedidos exames ginecológicos a fim de descartar problemas na região, como infecções e modificações anatômicas. Na maioria das vezes, a colocação é realizada no próprio consultório médico, por meio de procedimentos indolores e simples. 


O resultado é que a principal haste do dispositivo é inserida dentro do útero e uma cordinha bem fina, conectada à parte de baixo do aparelho, é posta dentro da vagina, com o objetivo de funcionar como suporte quando o DIU for extraído. 

  1. Quando o DIU pode ser colocado?

A inserção do DIU pode ser realizada em qualquer etapa do ciclo menstrual, caso haja certeza de que a paciente não está grávida.


Porém, é normal que ele seja inserido durante o período de menstruação, pois, nessa fase, o colo do útero está mais dilatado e torna a colocação mais fácil. 


Vale a pena salientar que a eficácia do dispositivo é instantânea e independente da etapa do ciclo menstrual. 

  1. Quem pode fazer uso do dispositivo?

Basicamente, mulheres com mais de 14 anos, que não possuam inclinações para doenças pélvicas inflamatórias e tenham vida sexual ativa podem usar o aparelho. O DIU de Mirena é o mais recomendado para mulheres em período pós-menopausa e que tenham endometriose.

  1. O DIU prejudica as relações sexuais?

Não é esperado que haja qualquer interferência do DIU durante a relação sexual. Em caso de dores ou da sensação de presença do dispositivo, o indicado é interromper a relação e consultar o ginecologista para assegurar que o aparelho está posicionado da forma correta. 


Em pouquíssimos casos, o DIU de Mirena pode provocar o ressecamento vaginal, dificultando a penetração. Para resolver o problema, a indicação é fazer uso de lubrificantes que sejam à base de água.

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