Guarujá cria procedimento pioneiro de logística reversa | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Prefeito Válter Suman e representantes de grandes lojas da cidade
Prefeito Válter Suman e representantes de grandes lojas da cidade Foto: Hygor Abreu

Guarujá cria procedimento pioneiro de logística reversa

Representantes de grandes lojas da cidade participaram de uma reunião com o prefeito para conhecer a proposta, que sugere, entre outros pontos, que estas empresas banquem os ecopontos para o descarte dos materiais.

08 de agosto de 2018 Última atualização: 16:01
Por Da Redação

O prefeito Válter Suman regulamentou, por meio de dois decretos, o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município, que define as diretrizes para implementação e operacionalização da logística reversa (responsabilidade pós-consumo), e também no que se refere à gestão de resíduos de grandes geradores e a obrigatoriedade de coleta, transporte, tratamento, destinação dos resíduos e disposição final dos rejeitos.

O secretário municipal de Meio Ambiente Sidnei Aranha destaca que, com essa iniciativa, Guarujá deu um grande passo na política de logística reversa – um dos pontos mais importantes da Política Nacional de Resíduos Sólidos -, que obriga as empresas a destinarem aos lugares certos quaisquer resíduos utilizados, desde a produção até o consumo.

Explica o secretário: “Anteriormente, a visão era que, para operacionalizar a logística reversa no município, dependia de acordos setoriais com o Ministério do Meio Ambiente ou com a Cetesb. Com os decretos do prefeito, Guarujá derrubou isso. Nós entendemos que a lei 12.305/2010 coloca os acordos setoriais como um instrumento a mais para a política reversa, e não necessariamente como instrumento que impede a sua aplicação”.

O primeiro passo nesse sentido começou na sexta-feira, 3, quando representantes de grandes lojas da cidade - que utilizam embalagens que, no dia a dia trazem impactos na coleta de resíduos (latas de tinta e de óleo de cozinha, eletroeletrônicos, colchões  etc.)- participaram de uma reunião com o prefeito para conhecer a proposta, que sugere, entre outros pontos, que estas empresas banquem os ecopontos para o descarte dos materiais.

Segundo Aranha, essas tarefas devem ser uma responsabilidade compartilhada entre os empresários, ou seja, uma loja pode criar um processo de reuso para o fornecedor, tanto quanto uma fábrica deve pensar em métodos de transporte dos itens descartados. O apelo foi bem recebido pelos empresários e comerciantes. Com isso, já foi possível aumentar o número de ecopontos para recolhimento de pilhas, óleo vegetal e lâmpadas florescentes. “Agora, estamos num trabalho grande para discutir com as empresas, ecopontos para eletroeletrônicos e garrafas de vidro”.

A nova política municipal prevê, também, que aquele que produz muitos resíduos terá que compartilhar com a administração pública o custo de seu recolhimento e seu destino final. Outro ponto importante é que, a partir de agora, cada condomínio terá que instalar um ponto de entrega voluntária (Pev) para pilhas, baterias, lâmpadas, eletroeletrônicos etc.; recolher esses resíduos e depois levar aos Pevs externos, instalados na cidade.

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