Lençol freático alto é obstáculo para obras de esgoto em Caraguatatuba | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Lençol freático alto é obstáculo para obras de esgoto em Caraguatatuba
Foto: Divulgação

Lençol freático alto é obstáculo para obras de esgoto em Caraguatatuba

Água salobra infiltrada no solo sob pouca profundidade é uma característica comum do Litoral Norte

19 de julho de 2019 Última atualização: 16:18
Por Da Redação

As características do solo do Litoral Norte, com lençol freático de pouco profundidade, são um fator que traz mais dificuldades à realização de obras na região. Um exemplo é o prolongamento de rede de esgoto na rua Três, no bairro Morro do Algodão, em fase de conclusão na cidade de Caraguatatuba.

O trabalho, com duração média de 30 dias, tem o envolvimento direto de oito colaboradores, num trecho de 200 metros e disposição de redes a uma profundidade de 1,90 metro.

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Para a viabilidade do serviço, houve a necessidade de rebaixar o lençol freático, deixando o local completamente seco para a escavação e assentamento das tubulações. Isso ocorre porque diferentemente de outras regiões onde a Sabesp atua, o Litoral Norte possui uma condição geológica bastante particular, que acaba tornando mais complexas e lentas as obras de esgotos sanitários. 

Conforme explica o gerente operacional da Sabesp em Caraguatatuba, Pedro Rogério de Almeida Veiga, o lençol freático é raso e em qualquer escavação acima de 60 centímetros é encontrada grande quantidade de água, o que impede a realização do serviço caso não haja uma intervenção temporária.

“As atividades da nossa rotina só são possíveis com a instalação de um equipamento especial que permanece ligado durante todo o tempo, até a finalização do trabalho, quando a vala é novamente aterrada”, explicou o engenheiro. 

Atuando de forma proativa, mesmo em manutenções mais superficiais a Sabesp disponibiliza o equipamento diariamente para as atividades operacionais no município. “Isso favorece uma agilidade em nossas manutenções de forma a não impedir o atendimento aos clientes mesmo em situações de maior dificuldade com relação ao solo. É garantia de maior qualidade em nossos trabalhos”, finalizou Veiga. 

O engenheiro destacou que a água retirada do solo não é própria para consumo por ter característica salobra, resultado da mistura de água doce com água do mar. Após o término das intervenções ela é devolvida para a natureza por meio das galerias de águas pluviais.

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