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Praia da Fome recebe conceito de agrofloresta
Foto: Divulgação

Praia da Fome recebe conceito de agrofloresta

O objetivo é resgatar os hábitos e conhecimentos de agricultura das comunidades

10 de janeiro de 2020 Última atualização: 15:45
Por Da Redação

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A prefeitura de Ilhabela, por meio do Viveiro Municipal Aroeira, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, deu início, no final de 2019, ao projeto de implantação de agroflorestas nas comunidades tradicionais do arquipélago.


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A primeira localidade beneficiada com o projeto foi a Praia da Fome, na região Norte da cidade. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, o objetivo é resgatar os hábitos e conhecimentos de agricultura das comunidades, além de ser uma fonte acessível e mais sustentável de alimentação saudável.


De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o uso de agrotóxicos e outras substâncias químicas matam 193 mil pessoas no mundo por ano – número divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), durante reunião em Brasília (DF), em 2018.


A secretária municipal de Meio Ambiente, Maria Salete Magalhães, destaca que o projeto é um estímulo à produção sustentável de alimentos, além de ser a melhor saída para reduzir a morte por agrotóxicos.


Os funcionários do Viveiro Municipal fizeram duas visitas à comunidade antes da implantação da horta. Na primeira delas, ocorreu uma conversa com os moradores para ouvir as demandas, necessidades e a opinião de todos. Na segunda oportunidade, foi escolhido o local mais adequado para a implantação da horta.


Na última terça-feira, 7, foi realizada a efetiva plantação. Foram levadas e plantadas mudas de árvores frutíferas como graviola (Annona muricata), limão (Citrus × limon), abacate (Persea americana), grumixama (Eugenia brasiliensis), urucum (Bixa orellana) e cabeludinha –jabuticaba amarela (Myrciaria glazioviana) e hortaliças: hortelã (Mentha spicata), coentro (Coriandrum sativum), rúcula (Eruca vesicaria ssp. Sativa) e arruda (Ruta graveolensentre).


Também foram semeadas mudas de berinjela (Solanum melongena) e jiló (Gilo Group) e plantadas algumas sementes de melancia (Citrullus lanatus) e abóbora (Cucurbita). A Secretaria de Meio Ambiente encarregou-se da implantação da horta e sua manutenção; a colheita e administração dos recursos serão executados pela própria comunidade.


Para auxiliar nesse trabalho, a pasta responsável entregou cartilha com recomendações acerca dos cuidados,entretanto, a maioria dos moradores já possui conhecimento sobre cultivos agrícolas.


Com a realização do projeto, a prefeitura de Ilhabela cumpre mais uma das ações constantes no Plano Municipal da Mata Atlântica (estratégia 2), que trata de incentivar práticas agroecológicas através da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF’s), uso e produção de adubação orgânica e defensivos ecológicos.


A atividade também faz parte do Programa Município VerdeAzul (PMVA) e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, que pretende acabar com todas as formas de fome e má-nutrição até 2030, de modo a garantir que todas as pessoas,especialmente as crianças, tenham acesso suficiente a alimentos nutritivos durante todos os anos.


Para alcançar esse objetivo, é necessário promover práticas agrícolas sustentáveis, por meio do apoio à agricultura familiar, do acesso equitativo à terra, à tecnologia e ao mercado, assim como faz a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Ilhabela.


A Praia da Fome foi a primeira localidade atendida pelo projeto, mas o objetivo é atingir todas as comunidades do município. O trabalho só está sendo possível graças a embarcação marítima que foi adquirida pela Secretaria de Meio Ambiente, para uso compartilhado com o Parque Estadual de Ilhabela, visto que algumas das Comunidades Tradicionais do arquipélago só possuem acesso via mar.


O projeto conta ainda com a parceria da empresa Electra, que disponibilizou orientadores de educação ambiental para o correto direcionamento dos trabalhos. Os demais objetivos da Agenda 2030 podem ser consultados no link http://www.agenda2030.org.br/ods/2.

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