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Setembro Amarelo: cinco pontos importantes ao falar sobre suicídio
Foto: Foto:Marcel Avila
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Setembro Amarelo: cinco pontos importantes ao falar sobre suicídio

Psiquiatra fundador do Programa Semente explica como tratar do assunto de maneira sensível e consciente

Da Redação
06 de setembro de 2019
Última atualização: 09:55

No mês de setembro, começa a campanha de prevenção ao suicídio, conhecida como Setembro Amarelo, criada em 2015. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 11 mil pessoas cometem suicídio por ano no Brasil. Dessa forma, é importante pensar na conscientização para todas as fases da vida, crianças, jovens, adultos e idosos. 

No entanto, é imprescindível que, ao tratar de um assunto delicado, as pessoas saibam a melhor forma de disseminar informações de maneira sensível e responsável. Segundo Celso Lopes de Souza, psiquiatra, educador e fundador do programa Semente – programa estruturado de aprendizagem socioemocional –, o primeiro erro com relação ao tema do suicídio é não falar sobre ele. O psiquiatra aponta alguns pontos que precisam ser reforçados quando se aborda o assunto. Confira cinco deles:

1. Suicídio é coisa séria

A Organização Mundial da Saúde aponta que o suicídio é a terceira causa de morte que mais atinge os jovens de 15 a 29 anos. Além disso, só no Brasil, uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos. “Pesquisas mostram que de nove a cada 10 pessoas que cometem suicídio tinham algum transtorno psiquiátrico”, afirma Celso. Segundo ele, o suicídio é uma realidade que não deve ser negada, e sim tratada como um problema de saúde pública.

2. Não é preciso medo para falar sobre suicídio

“Já está mais do que comprovado que falar sobre o assunto não agrava a situação, muito pelo contrário, pode ajudar a tratar as pessoas que tenham essa intenção”, diz. De acordo com o especialista, existem alguns pontos que devem ser levados em consideração ao falar sobre o assunto. Para exemplificar, ele cita a série 13 Reasons Why, da Netflix. “A série tem o lado bom que é a promoção da discussão sobre o assunto, mas há cuidados que precisam ser tomados na discussão sobre o tema que ela aborda.  Por exemplo, ela mostra a continuidade da personagem após a morte por meio de um material que ela deixou. Isso gera a ilusão de que a personagem continua interagindo com as pessoas que eram próximas, mas suicídio é morte. Isso não invalida a arte, pelo contrário, discutir isso ajuda a falar do tema por meio da reformulação das distorções que a série apresenta. ” (A série já está em sua terceira temporada, disponível na plataforma de stream.)

3. Pensamentos de morte é uma coisa, ideação suicida é outra

Celso Lopes de Souza diferencia o pensamento de morte com a ideação de suicídio para que as pessoas possam entender melhor a questão: “O pensamento de morte é mais comum, a pessoa pensa ‘eu poderia morrer’, ou ‘eu queria morrer’. Já a ideação do suicídio é mais grave, em que a pessoa pensa ‘eu quero me matar’”. Ele ainda explica que as pessoas que tem ideação suicida vivem os três “is”: “Sentem que a dor é impossível, insuportável e interminável, o que leva ao desejo de querer tirar a própria vida. Elas claramente não conseguem perceber sozinhas que esses "3i's" são distorções de percepção da realidade, por isso precisam de ajuda”.

4. É possível prevenir o suicídio

De acordo com o especialista, falar sobre os sintomas que podem surgir antes e durante uma intenção de suicídio é fundamental para que a pessoa busque ajuda. “Sinais como isolamento, corte de planejamentos futuros, uso de substâncias psicoativas e mensagens de despedida são alguns pontos que devem ter atenção especializada”, diz. E também há como prevenir os distúrbios psiquiátricos por meio da aprendizagem socioemocional, em que crianças e adolescentes aprendem na escola sobre empatia, resiliência, autoconhecimento e autocontrole, por exemplo. “Há farta evidência científica de que a aprendizagem socioemocional é um fator de proteção para o surgimento de transtornos psiquiátricos.

 

5. As campanhas de prevenção são fundamentais

O Setembro Amarelo é uma oportunidade de conscientizar as pessoas e promover a discussão sobre o tema do suicídio. Para Celso Lopes de Souza, as campanhas “são muito importantes porque mostram que o suicídio e o pensamento suicida é algo humano. E nelas deve haver as mensagens de que, primeiro, sempre há uma saída e, segundo, tudo passa. ”

 

O programa Semente, voltado à aprendizagem socioemocional, já é utilizado por mais de 45 mil estudantes em todo o país. Além disso, a iniciativa também conta com o curso on-line CoreSkills, voltado ao ensino socioemocional de adultos, principalmente no meio corporativo. A plataforma conta com módulos de domínios socioemocionais como resiliência e autocontrole, habilidades que podem ajudar para uma melhor qualidade de vida, prevenindo transtornos como depressão e ansiedade. Veja no site: www.programasemente.com.br

 

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Com perfil multidisciplinar, o INTS desde a sua criação trabalha de forma integrada com o setor empresarial, promovendo melhores práticas de gestão focada em serviços públicos de Saúde, Educação e Assistência Social nas esferas municipal, estadual e federal, oferecendo serviços de mais alto nível para toda a comunidade.

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