Setembro Amarelo: nutrólogo lista alimentos que ajudam no combate à depressão | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Banana e chocolate estão entre os "alimentos da felicidade"
Banana e chocolate estão entre os "alimentos da felicidade" Foto: Reprodução/Freepik

Setembro Amarelo: nutrólogo lista alimentos que ajudam no combate à depressão

O que deve ser evitado por quem sofre com a depressão, considerada o Mal do Século, também é elencado por Alexander Gomes de Azevedo

02 de setembro de 2019 Última atualização: 11:31
Por Da Redação

No mês de setembro é realizada a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio criada em 2015. O assunto que já foi um tabu maior,  ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação. Existe várias doenças que podem causar o suicídio, uma delas é a depressão, que é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século".


A depressão, doença que atinge pessoas de qualquer idade, sexo ou classe social, se apresenta de forma recorrente, apresentando sintomas de tristeza profunda, desânimo, baixa autoestima, perda do prazer, entre outros.


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A ajuda está no tratamento médico e psicológico, além de uma boa alimentação. O médico nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo elencou os principais alimentos que ativam os neurotransmissores da felicidade, responsáveis pelo bom humor e sensação de bem-estar:


Proteínas:

Alimentos como carnes, ovos e leites (e derivados) possuem grandes quantidades de triptofano, um aminoácido que atua na formação da serotonina.


Aveia:

É fonte de triptofano, contém selênio que é considerado um mineral que colabora para a produção de energia. Os carboidratos também presentes no alimento elevam os níveis de insulina e facilitam a absorção de triptofano.


Banana:

Fonte de carboidratos que estimulam a produção de serotonina, ela contém vitamina B6, importante na condução dos impulsos nervosos e na prevenção da ansiedade e irritação.


Oleaginosas:

Alimentos como nozes, castanhas e amêndoas são fontes dos minerais magnésio, cobre e selênio, que reduzem o estresse e melhoram a memória.


Pimenta:  

A capsaicina é o princípio ativo da pimenta que causa a ardência. Ela estimula o cérebro a produzir mais endorfina, hormônio responsável pela sensação de euforia e redução do estresse.


Chocolate:


É um dos produtos que tem o poder de causar sensação de prazer. Isso acontece porque a versão amarga (que possui pelo menos 70% de cacau na composição) é fonte de triptofano e ainda possui teobromina, um alcaloide da família da cafeína que tem efeito estimulante.


O triptofano é um componente químico que estimula a serotonina, um hormônio ligado à sensação de prazer e bem-estar. Portanto, o consumo de chocolate aumenta a produção de serotonina e faz aumentar a sensação de felicidade.


Mel:

A serotonina é produzida no intestino e o mel é um importante regenerador da microflora intestinal.


Segundo Azevedo, quem sofre de depressão é importante que evite alimentos que aumentam as oscilações de humor, como bebidas alcoólicas, fast food, refrigerantes e alimentos ricos em gorduras e açúcares, como frituras, doces e sobremesas.


“Esses alimentos provocam alterações bruscas no nível de açúcar no sangue, levando a mudanças na produção de hormônios no corpo e ao aumento do peso, fatores que aumentam as chances de ter e de piorar a depressão”, explica o médico.


Dietas “zero carbo” ou com níveis muitos baixos de carboidratos também podem agravar ou até causar quadros de depressão, de acordo com o nutrólogo.


“O carboidrato é importante na vida de qualquer indivíduo. Além de ser nossa principal fonte de energia, ajuda o cérebro a produzir uma substância chamada serotonina. A sua falta pode causar alterações de humor, chegando até a depressão. A ausência de carboidratos na dieta pode levar a uma piora no quadro de depressão”, alerta. 


CVV

Caso precise de ajuda, acione o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo site ou pelos números 188 e 141. O CVV promove o apoio emocional e a prevenção do suicídio, de forma voluntária e gratuita.  

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