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Patologista analisa pandemia da gripe espanhola e a do coronavírus

"Se houvesse a mesma condição médica em 1918, não morreriam 50 milhões de pessoas", comenta Paulo Saldiva

26 de maio de 2020 Última atualização: 18:43
Por Da Redação

Paulo Saldiva, médico patologista e professor da USP, participou do programa Café da Manhã desta terça-feira, 26, e comentou as principais diferenças entre a pandemia da gripe espanhola e a pandemia da Covid-19.

"Em 1918 você não tinha antibiótico e nem ventilador, não existia os recursos que existem hoje para manter uma pessoa viva. Os pacientes infectados com o coronavírus que estão sendo tratados hoje provavelmente morreriam em 1918. Quando comparamos o H1N1 da gripe espanhola com a Sars-cov-2, o coronavírus é mais agressivo, mas a letalidade é muito mais baixa por que os sistemas de manter o indivíduo vivo em tratamento evoluíram muito. Se houvesse a mesma condição médica em 1918, não morreriam 50 milhões de pessoas".

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