Travessias

Extinção da Dersa é aprovada na Assembleia Legislativa

Divulgação/Dersa

A extinção da Companhia Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa) foi aprovada pelos deputados na sessão plenária da Assembleia Legislativa do estado na terça-feira, 10. O projeto de lei contou com 64 votos favoráveis, 15 contrários e 2 abstenções. A companhia é responsável por operar os terminais intermodais no estado.

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Por meio de nota, o governo do estado de São Paulo revelou que deve ser realizado um plano de demissão incentivada aos funcionários, além disso, as atividades da estatal devem ser transferidas para a Secretaria de Transportes e Logística. Ainda, afirmou que o processo de concessão dos serviços de balsas e lanchas à iniciativa privada já iniciou. 

A deputada Carla Morando (PSDB), favorável à aprovação do texto, aposta nas concessões da nova gestão estadual. "A Dersa foi muito boa enquanto ela existiu, mas agora é um novo modelo, que são as concessões. Essa era uma das empresas que estava no PL 1/2019, porém foi retirada da pauta para aprimorarmos o debate e isso foi feito. Hoje, finalmente, aprovamos a extinção", afirmou a deputada, ressaltando que uma possível investigação sobre a Dersa na Alesp não será afetada.

Contrário ao projeto, o deputado Teonilio Barba (PT) acredita que a companhia ainda poderia trazer benefícios ao estado. "A Dersa é uma empresa extremamente importante. O João Doria está destruindo o que há de melhor no estado de São Paulo e colocando na mão do setor privado. Uma pena a aprovação desse projeto", afirmou.

O deputado Gil Diniz (PSL) votou favoravelmente à medida, mas ressaltou que a empresa está envolvida em escândalos de corrupção. "Não somos contra a dissolução da Dersa, pelo contrário, mas nós queremos investigar os desmandos que foram feitos. Queremos a investigação", completou.

O deputado Carlos Giannazi (PSOL) explicou o voto contrário. "Esse projeto significa a entrega de um patrimônio público importante, uma empresa estatal, para as empresas privadas, em um momento que a Dersa está sendo investigada. Nós queremos instaurar a CPI, então é um absurdo privatizar justamente agora", justificou o deputado.

Após aprovação na Casa, o Projeto de Lei 727/2019, de autoria do governador, segue para o gabinete e aguarda por sanção ou veto.